segunda-feira, 11 de novembro de 2013

9º Encontro Presencial




Realizamos no dia 08/11, das 8h às 12h20min o 9º encontro presencial da T10b, 1º da Disciplina Deficiência Visual. O encontro foi realizado numa das salas da Subcoordenadoria Estadual de Educação Especial, espaço climatizado, mas não tivemos acesso à internet, também não foi necessário, uma vez que todos conhecem o ambiente TelEduc.
Iniciamos o encontro com acolhida e entrega de mensagem de boas vindas. Seguido de algumas considerações pertinentes acerca da Disciplina Deficiência Intelectual, tais como:  atividades, interações, fóruns, produções e avaliação.
Na sequência foi exibido o Vídeo “Baja Visión: causas y efectos” no qual se refletiu e os cursistas associaram as leituras realizadas. A turma pontuou a importância de conhecer diversidade das patologias que ocasionam a baixa visão e a variedade das manifestações desta condição visual.
Os cursistas também enfatizaram sobre as crenças e mitos que ainda prevalecia em suas práticas, tais como: associavam o termo vidente ao espiritismo; a crença de que todo cego vivia em plena escuridão; a importância da estimulação do resíduo visual, em que muitos acreditavam que este devia ser poupado e não estimulado.
Em seguida, foi apresentado o material encaminhado pela Coordenação DV o que provocou discussões muito proveitosas e enriquecedoras, em que os cursistas pontuaram muitos aspectos importantes do texto relacionando com o estudo do caso Guilherme, dentre os quais destacamos a identidade e o sentimento de pertença da pessoa com baixa visão, e comentaram que não haviam antes pensado nesses aspectos que influenciam o desenvolvimento da pessoa com baixa visão e levantaram vários pontos: Será que Guilherme se recusa a participar de atividades em grupo na sala por que não se sente pertencente ao grupo? Ele é visto como cego ou vidente? Como os professores veem Guilherme? E como Guilherme se vê?
Os questionamentos, as reflexões e as leituras possibilitarão uma significativa exploração do caso.
Na sequência tivemos uma pausa para um lanche coletivo, retornando após 15min, com a análise, discussão e problematização do caso Guilherme, em que cada grupo ficou com uma questão para apresentar e provocar o debate.
1. Construindo Pontes (Aparecida, Vera e Verônica)
• Apresentação do caso e da deficiência do aluno
2. Construção (Cleide e Soraya)
• Quais são as habilidades e potencialidades de Guilherme?
3. Escola Inclusiva (Mariselma e Mõnica)
• Que manifestações de baixa visão são mais evidenciadas no relato?
4. Fazemos a Diferença (Ana Isabel e Márcia)
• Quais são os aspectos que favorecem ou dificultam a sua locomoção, a comunicação e a exploração do ambiente?
5. Inclusão e Afetividade (Ivaneide e Filomena)
• Que outros aspectos e informações devem ser pesquisados para uma melhor compreensão do problema e das necessidades de Guilherme?
6. Inclusão Já! (Geilson, Ione e Kallyne)
• Quais são os fatores que comprometem o processo de aprendizagem e o pleno desenvolvimento de suas potencialidades?
7. Perseverança (Jaise e Rosélia)
• Diante das inquietações das professoras o que deve ser feito?
8. Sem Barreiras (Lindamar e Zilma)
• Quais são as alternativas, as parcerias e os serviços disponíveis no contexto da comunidade?
9. Somos todos especiais (Alexandre, Ivana e Kívia) / Superação (Josefa e Juliana) Um complementará o outro
• Quais são os aspectos positivos e os pontos vulneráveis desta experiência?
10. Vencendo Desafios (Suely)
• Sobre a Gestão do processo de ensino-aprendizagem (organização do tempo, espaço, atividades, estratégias...) como vêm sendo direcionadas? Que práticas perpassam a sala de aula? Que intervenções podem ser realizadas?

A dinâmica usada para esclarecimento do problema foi muito proveitoso, a cada apresentação os demais grupos complementavam, opinavam, concordavam ou discordavam baseando-se nos referenciais teóricos.
Na discussão do Caso Guilherme foi discutido muito sobre as
práticas que permeiam o ambiente escolar, em especial a sala de aula regular e as intervenções do AEE com e para o aluno.
Os cursistas avaliaram o Encontro como produtivo, enriquecedor, dinâmico e com discussões que ampliaram suas práticas pedagógicas.
No encontro contamos com a presença de 24 cursistas, apenas uma ausência por motivo de doença (cursista de atestado há dias). E o próximo encontro ficou agendado para dia 27/11, às 8h, momento em que faremos a confraternização do semestre e um amigo secreto.

Alguns registros do Encontro!











 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

8º Encontro Presencial



Realizamos no dia 18/10, no Núcleo de Tecnologia Educacional, no horário das 8:15 às 12:30, o 8º encontro presencial da T10b/Natal-RN.

No encontro contamos com a participação efetiva de 22 cursistas, 3 cursistas faltaram ao encontro (apenas uma cursista justificou sua falta com atestado, os demais não apresentaram nenhuma justificativa).

Seguimos a seguinte pauta:
- Informes
1. Próximo Encontro Presencial - 08/11
Disciplina DV – Os Cursistas não terão a tarefa de elaboração de um caso. A disciplina trabalhará com casos que ela mesma vai propor.
2.Planilha de Avaliação (acompanhamento)
3. Participações (coerência, pontualidade, interações) – INDIVIDUAL/GRUPO
4. Últimas atividades DI
- 5ª semana:Elaboração dos Planos de AEE; Proposta de intervenção; Blog; Discussão dos Planos de AEE – Individual
- 6ª semana: Discussão do Plano de AEE - Individual; Plano de AEE final (portfólio do grupo); Enquetes.
5. Slides: O trabalho do Professor do AEE junto ao aluno com DI; 6. Apresentação dos Planos de AEE e discussão.


Inicialmente trouxe alguns informes a respeito da Disciplina (últimas semanas e atividades a serem realizadas), também parabenizei o Grupo pelo crescimento, participação e comprometimento nas atividades.

Em seguida, foi feita a apresentação dos slides "O trabalho do Professor do AEE junto ao aluno com DI", com muitas discussões, questionamentos e reflexões, em que os alunos cursistas destacaram a importância dos textos e da forma como a Disciplina abordou o AEE para o aluno com DI, o que contribuiu significativamente para o fazer pedagógico de cada professor e as intervenções que podem ser realizadas em suas escolas e municípios.

Na sequência houve um intervalo de 10min para um café, onde os cursistas aproveitaram para me parabenizar pelo aniversário (dia 07) e entregaram um presente em nome de toda a turma. Muito feliz, pelo reconhecimento e carinho de todos!

No retorno, iniciamos com as apresentações dos Planos de AEE, em que foi estipulado para cada grupo 7min para apresentação e 3min para os apontamentos (pontos fortes e o que pode ser melhorado), todos os 11 grupos apresentaram seus planos em power point. O momento de apresentações dos planos é muito rico em conhecimentos, uma vez cada grupo traz contribuições e novas possibilidades de intervenção para o caso em estudo. No entanto, na avaliação do encontro os cursistas têm apontado como um momento cansativo, tendo em vista que são praticamente 2h e 30min de exposição oral. Porém, não sei como poderíamos melhorar esse aspecto, tendo em vista que todos os grupos devem apresentar e devemos discutir cada Plano, pois vejo como um momento de crescimento para todos (e tenho enfatizado isto no encontro, porém, alguns cursistas acabam se dispersando). No entanto, espero a compreensão de todos e a contribuição para que possam planejar apresentações claras, coerentes e que possibilite aos cursistas momento de discussão e reflexões pertinentes ao caso em estudo.

Durante a apresentação dos Planos um Grupo pediu mais 3min para expor uma situação vivenciada em sua escola, um aluno com síndrome de down, que deveria está cursando o 1º ano do ensino médio, medalhista em judô, porém a escola ainda defende a terminalidade dos alunos com deficiência no 9º ano. Nesse momento houve uma discussão calorosa e significativa na turma, com diferentes pontos de vistas e levantamos várias questões e reflexões sobre a inclusão, e o que de fato propõe a política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e de que forma nós educadores devemos nos posicionar. Infelizmente, ainda encontramos situações em que se impõe condição para a inclusão.

O encontro foi avaliado por todos como proveitoso, com esclarecimento de dúvidas e enriquecedor para o aprimoramento dos Planos de AEE e para as intervenções junto ao aluno com DI.

O próximo encontro foi agendado para 08/11. 

Vejamos os registros!
Sem Barreiras
Fazemos a Diferença
Somos Especiais
Inclusão Já! (com o quarto integrante (Gustavo) a caminho...
Perseverança
Inclusão e Afetividade
Superação

Construindo Pontes
Escola Inclusiva
Vencendo Desafios

Tutora em momento de discussão com o Grupo


Presente da Turma pelo meu aniversário



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

7º Encontro Presencial



O Encontro da Turma 10b foi realizado no dia 26/09, no horário das 8h às 12:40, no Núcleo de Tecnologia Educacional, na Secretaria Estadual de Educação de Natal. Contamos com a presença de 23 cursistas, dois faltaram, justificando a ausência por motivo de trabalho.

Seguimos a seguinte pauta:
1. Retomando alguns aspectos:
- Sobre os Planos de AEE: Considerar a ação do aluno - Objetivos de aprendizagem;
- Fundamentação teórica: Obedecer as Normas da ABNT ;
- Avaliação (participação, pontualidade, assiduidade, coerência);
2. Apresentação dos Casos
3. Escolha e discussão do Caso escolhido;
4. Apresentação da Disciplina, relacionando com o caso escolhido;
5. Informes;
6. Atendimento aos Grupos ou Cursistas que solicitarem.

Iniciamos o Encontro com palavras de incentivo a Turma e de satisfação pelo crescimento do Grupo e empenho na realização de suas atividades, embora alguns ainda estejam enfrentando dificuldades, e os incentivamos buscar apoio nos colegas e tutora para que juntos possamos colaborar nesse processo de crescimento. Nesse momento inicial foram retomados brevemente aspectos observados na Disciplina anterior e que podem ser melhorados como: a elaboração dos Planos de AEE (objetivos de aprendizagem – ação do aluno), a importância na fundamentação teórica (leituras obrigatórias e complementares) e seguimento das Normas da ABNT, no que se refere a esse aspecto foi explicado sobre: como fazer citações, uso de referências, margens, fonte, tamanho, etc. Também foi abordado sobre a sistemática de avaliação, pontuando a importância da participação, assiduidade, pontualidade e coerência nas atividades.
Em seguida, cada um dos onze grupos tiveram entre 5 e 7 minutos para apresentação dos casos, esclarecimento de dúvidas e acréscimo de informações solicitadas.
Após a apresentação dos casos, a Turma escolheu o caso de um aluno com Síndrome de Down (caso no final do relatório), apresentado pelo Grupo “Fazemos a Diferença”, não foi identificado termos desconhecidos e mais informações que necessitarem a respeito do caso serão postadas na Plataforma.
Na sequência foi apresentado o material enviado pela Coordenação da Disciplina “Atendimento Educacional Especializado para alunos com Deficiência Intelectual”, discutimos sobre as características do funcionamento intelectual das pessoas com deficiência intelectual em seus aspectos estrutural e funcional, os mecanismos de aprendizagem, o estudo de caso e suas etapas.
Durante a abordagem do conteúdo acima, houve a participação da turma com questionamentos, reflexões e relatos de experiências. A turma também conseguiu relacionar os casos apresentados identificando as características apresentadas pelo aluno com DI, os seus mecanismos de aprendizagem e as intervenções que podem ser feitas para melhorar o desenvolvimento destes. Diante das discussões ficou claro o amadurecimento da maioria do grupo e o comprometimento com as leituras e fundamentação teórica.
Na apresentação das etapas do estudo de caso, os cursistas foram relacionando com o caso escolhido, quais os aspectos contemplados e o que ainda precisa ser esclarecido. E a discussão será ampliada no ambiente TelEduc.
O Encontro foi muito proveitoso, apesar dos cursistas relatarem as dificuldades que vêm enfrentando para conciliar todas as suas atividades profissionais e o Curso, é notório o crescimento do Grupo e o quanto o Curso vem proporcionando a abertura de novas possibilidades, reflexão e adoção de novas práticas pedagógicas.

O próximo encontro foi agendado para o dia 18/10.

CASO ESCOLHIDO PROPOSTO PELO GRUPO “FAZEMOS A DIFERENÇA”
Caso Lucian
Lucian tem 12 anos de idade, frequenta o 4º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Maria Umbelino de Melo, em Santo Antônio - RN e tem Síndrome de Down. Mora com seus pais e seu irmão mais novo, tendo ele mais dois irmãos mais velho, os quais são casados.
Iniciou seus tratamentos médicos aos quatro meses de idade, devido a uma crise epilética, onde teve que passar oito dias internado em Natal, motivo pelo qual foi levado num balão de oxigênio.
Faz acompanhamento semanal com fonoaudióloga, (desde seu primeiro ano de vida), quinzenal com a psicóloga e mensal com o neurologista. Frequenta a Sala de Recursos Multifuncionais duas vezes por semana com 50 minutos cada atendimento, desde o ano de 2010. O aluno é bastante assíduo, visto que, ele gosta bastante de ir à escola, faltando apenas nos dias que adoece ou quando vai aos especialistas que o acompanham.
Segundo a professora da sala de aula regular, o aluno participa de todas as atividades realizadas em sala, mesmo com suas limitações ela oferece a ele a mesma atividade e o mesmo tenta realizar de sua maneira. Tem dificuldades de concentração e atenção em alguns momentos. Dentre as atividades que Lucian consegue realizar, a professora destaca: pintar, cobrir tracejado, fazer algumas letras do alfabeto, tais como as letras do seu segundo nome, consegue fazer também os numerais, recolher e guardar seu material escolar, pede para ir ao banheiro e tomar água.
Ainda segundo sua professora o aluno interage muito bem com ela e com os demais colegas da sala, tendo ele as meninas como suas colegas preferidas, logo, as mesmas cuidam muito bem dele. Mas isso não quer dizer que os meninos não gostem dele, ao contrário, o aluno Lucian é querido por todos os colegas da sala.
A professora relatou que o Lucian tem dificuldade de coordenação motora fina e ampla, demonstrando isso através do uso do lápis e da tesoura, bem como escrever, correr e pular.
Apesar do aluno fazer acompanhamento com a fonoaudióloga desde o seu primeiro ano de vida, sua dificuldade de comunicação ainda é bem acentuada, ao ser questionado sobre algo, ele apenas repete o que lhe foi perguntado, de modo muitas vezes incompreensível.
De acordo com sua mãe, em casa Lucian gosta bastante de assistir televisão e em especial o desenho do Chaves, brincar com animais (galinha, cachorro, gato). É calmo, afetivo e gosta de fazer amizades. Consegue realizar suas atividades de vida diária com autonomia como: alimentar-se, tomar banho, vestir-se.
Na Sala de Recursos Multifuncionais foi observado que Lucian gosta muito de atividades que envolvem o jogo, os softwares, bandinha rítmica e o lúdico, como por exemplo: quebra-cabeça, atividades com massa de modelar, jogo do alinhavo, alfabeto móvel, blocos lógicos; E em especial os jogos no computador, pois a maioria envolvem cor e som. Porém, apresenta uma dificuldade na coordenação motora, na preensão do lápis, na memorização e organização de sequências lógicas e jogos da memória. O aluno ainda não está alfabetizado, encontra-se no nível de escrita pré-silábico; Consegue identificar apenas algumas letras do seu nome tais como as letras A, I e O.
Em matemática, também sente dificuldades, não conhece os numerais, mais consegue grafá-los usando modelo; não conhece todas as cores, apenas amarelo e azul, também ainda não domina conceitos básicos como: cheio/vazio, dentro/fora, direita/esquerda, grosso/fino, largo/estreito, etc.
Interage bem com a professora do AEE, com os vigias, merendeiras, com o colega que também faz atendimento com a outra professora do AEE no mesmo horário que ele.


A seguir registros do Encontro:
Grupo Superação

Grupo Somos Especiais

Grupo Sem Barreiras

Grupo Fazemos a Diferença

Grupo Construindo Pontes

Grupo Perseverança

Grupo Construção

Grupo Vencendo Desafios

Grupo Escola Inclusiva

Grupo Inclusão e Afetividade

Grupo Inclusão Já!

Tutora Ana Lúcia falando ao Grupo